O constante avaliação da aparência, tanto na mídia quanto na internet, levou 78,4% dos entrevistados a fazerem dietas. Outros problemas mencionados incluem a comparação constante com outras pessoas e problemas menstruais, como irregularidades ou amenorreia (ausência de menstruação).
Um aspecto preocupante é que muitos dos participantes não se sentiram confortáveis em procurar ajuda para seus problemas, mesmo após se aposentarem da indústria. Mais de 80% trabalhavam em ambientes dominados por homens, o que, segundo Tsugisute, prejudica ainda mais a capacidade das mulheres de procurar ajuda. O resultado final é que, apesar do brilho do palco, muitos ídolos enfrentam altos níveis de estresse e ansiedade, indicando uma situação séria nesta indústria.
Mana Kamioka, socióloga especializada em cultura de ídolos na Universidade Keio, destaca que o problema do assédio sexual na indústria do entretenimento é exacerbado pelos recentes escândalos de abuso sexual em agências de talentos como a Johnny & Associates. Ela adverte que nesta indústria não se deve normalizar ou ignorar o assédio sexual como algo comum. Além disso, ela destacou a importância de criar um ambiente seguro e respeitoso onde os ídolos possam prosperar.
Apesar das limitações da amostra do inquérito, as pessoas veem a divulgação da realidade desta indústria como um passo importante. Isso pode ajudar a resolver problemas subjacentes e melhorar as condições de trabalho das mulheres no mundo do entretenimento japonês
